sábado, 22 de dezembro de 2012

AÇÃO DO CORAÇÃO VIRA LEI MUNICIPAL

Foi publicada no último dia 20 de dezembro a lei que institui no calendário oficial do município de Santos o Dia da Ação do Coração, a ser comemorado anualmente no dia 02 de agosto.

A Ação do Coração foi uma das mais belas celebrações do amor, de fé e de esperança que reuniu cerca de 20 mil pessoas na Praça Mauá, em Santos, litoral sul do estado de São Paulo. A Ação do Coração é uma homenagem ao ator santista Eduardo Furkini, falecido em 2 de agosto de 2011. Foi idealizada e realizada pela Associação Eduardo Furkini, fundada para preservar a memória do ator. Durante alguns meses que antecederam à data, com grande mobilização, as pessoas se reuniram para confeccionar diversos corações. Essa confecção era feita sempre com pensamentos e boas intenções para que, no dia 2 de agosto, pudessem ser distribuídos, formando uma verdadeira corrente de amor, fraternidade e solidariedade. 

Prefeito de Santos discursando após a assinatura da Lei
Municipal que institui o Dia da Ação do Coração na cidade.
A assinatura da Lei Municipal 2.884, de 19 de dezembro de 2012 foi realizada pelo prefeito de Santos, o engenheiro João Paulo Papa, na abertura da Mostra Fotográfica Ação do Coração e é fruto da participação em massa dos santistas na atividade. "A Ação do Coração foi o acontecimento coletivo mais marcante que presenciei nos últimos anos. Nunca vi um público tão grande. Foi um magnífico ato de fé e amor ao próximo. Isto mostra também como Santos é uma cidade de vanguarda", ressaltou o prefeito. Para o irmão do homenageado e um dos idealizadores da campanha "o verdadeiro combustível do ser humano é o amor, é o que move o mundo e o que nos dá energia". Segundo ele, a repercussão do evento correu o Brasil e o mundo por meio da internet e das redes sociais. A solenidade de assinatura da lei foi realizada durante o lançamento da Mostra Fotográfica Ação do Coração e pré-lançamento do livro O Dia do Amor: Diário da Ação do Coração, que contou com diversas atrações culturais e artísticas. Entre elas a apresentação da cantora Didi Gomes, acompanhada pelo seu pai ao violão, deu um show de interpretação e de talento. Um encontro musical de gerações. Em seguida o Quarteto Eduardo Furkini, um dos projetos da Associação Eduardo Furkini, onde os alunos recebem bolsas de estudo para sua formação musical. O quarteto de cordas é formado pelos músicos Leandro, Carol e Henrique (violinos) e Jefferson (violoncelo). O quarteto acompanhou o ator Alexandre Camilo na contação de uma belíssima história de amor e de preservação de valores e vínculos familiares. Todo o evento foi marcado pela emoção de todos os presentes. A emoção surgiu especialmente durante a exibição do vídeo produzido pela TV Tribuna, afiliada da Rede Globo de Televisão, com os principais momentos da Ação do Coração. A emoção do dia 2 de agosto renasceu naquele momento e fez brotar em cada um dos corações presentes os sentimentos de fraternidade, solidariedade e de amor ao próximo. 

A Mostra Fotográfica

Exposição com 57 imagens captadas por 17 fotógrafos no
dia do Evento, sob a curadoria de J. A. Sarquis
Toda essa mobilização e comoção causada nas pessoas e nos meios de comunicação, além do registro fotográfico por diversos profissionais experientes e renomados na cidade resultou na Mostra Fotográfica Ação do Coração, que será realizada de 20 de dezembro de 2012 a 27 de janeiro de 2013, de terça a domingo, das 15h. às 21h, no SESC/Santos, no Foyer do Teatro. O SESC fica na rua Conselheiro Ribas, 136, no bairro da Aparecida. A entrada é Franca. O curador da Exposição é o fotógrafo José Alberto Sarquis. Conta com 57 imagens captadas por 17 fotógrafos durante o evento. Para o curador da Exposição "um evento do porte e da magnificência como foi a Ação do Coração, que mobilizou tal quantidade e diversidade de pessoas na sua etapa de confecção de corações e que congregou tamanha multidão na Praça Mauá, no dia 2 de agosto, não poderia deixar indiferentes a grande parte dos fotógrafos da cidade. José Alberto Sarquis é argentino e reside em Santos desde 1980, é fotógrafo profissional e também professor dessa arte desde 1989. Oferece, em seu estúdio, cursos regulares de Fotografia Básica, Fotografia em Estúdio e Linguagem Fotográfica. 

O Dia do Amor: Diário da Ação do Coração

Como parte das atividades resultantes da Ação do Coração, também será lançado o livro O dia do Amor: Diário da Ação do Coração. Durante o pré-lançamento, que ocorreu junto com o lançamento da Mostra Fotográfica e da solenidade de assinatura da lei municipal que cria o dia da Ação do Coração, o ator Alexandre Camilo apresentou alguns projetos da AEF e aproveitou para fazer uma das suas brilhantes atuações contando-nos uma linda história de amor. A publicação do livro O Dia do Amor tem o objetivo de  arrecadar fundos para a manutenção dos projetos desenvolvidos pela instituição. Todos os materiais apresentados no livro, fotos e textos, foram cedidos pelos seus autores à Associação Eduardo Furkini. No evento foi anunciada a pré-venda do livro, que terá o custo simbólico de R$ 50,00 (cinquenta reais) e poderá ser adquirido no dia do lançamento oficial, no dia 26 de dezembro de 2012, às 20h., no Teatro Coliseu, sito à Rua Amador Bueno, 237, no Centro de Santos.   

Associação Eduardo Furkini

Alexandre Camilo, ator e idealizador da Campanha Ação do
Coração e fundador da Associação Eduardo Furkini.
A Associação Eduardo Furkini (AEF) é uma organização da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, que nasceu do desejo de manter viva e perpetuar a memória do ator Eduardo Furkini, uma pessoa cativante e possuidora de múltiplas capacidades. O objetivo social da AEF é atender a jovens maiores de 18 anos por meio de concessão de bolsas de estudos prioritariamente para a formação em profissões ligadas à saúde, turismo, idiomas, contação de histórias e esportes. A motivação para a realização da Campanha Ação do Coração surgiu quando, em uma viagem à cidade de Viena, na Áustria, o ator santista Eduardo Furkini conheceu a experiência de uma Organização Não Governamental (ONG) que realiza uma exposição anual de corações. Esses corações são confeccionados em várias cidades da Áustria, nos mais variados tamanhos e cores. A única condição é que quando esse coração, ao ser confeccionado, seja carregado com o sentimento de uma boa intenção para a pessoa que for pegá-lo e levá-lo pra casa. A iniciativa da AEF em realizar essa Ação em nossa cidade parte do gesto fraterno que comoveu e despertou em Eduardo Furkini o desejo de repetir essa experiência aqui, com o intuito de motivar a reflexão sobre o papel de cada indivíduo na sociedade como agente promotor de  boas intenções e gestos fraternos em relação ao próximo. A concretização desse desejo do Eduardo não foi possível devido ao seu falecimento.

A Associação Eduardo Furkini (AEF) fica na Av. Rangel Pestana, 318/conjunto 1/sala 1, no Jabaquara, em Santos. Maiores informações pelo e-mail associacaoeduardofurkini@gmail.com ou pelo site www.eduardofurkini.org.br. 


sábado, 1 de dezembro de 2012

O Serviço Social e a Questão Racial

Roda de Conversa organizada pelo Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS-SP) debate o Serviço Social e a sua relação com a Questão Racial.

Para comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra, o CRESS-SP realizou no último dia 29 uma mesa redonda para discutir o Serviço Social e sua relação com a Questão Racial. O evento foi realizado pela Comissão Ampliada de Ética e Direitos Humanos (CAEDH) do CRESS-SP, às 19h30, na sede do CRESS-SP, sito à rua Conselheiro Nébias, 1022, Campos Elíseos, em São Paulo/SP. 

Greice de Oliveira (Assistente Social da
Coordenadoria de Igualdade Racial de Guarulhos
A assistente social Greice de Oliveira, da Coordenadoria de Igualdade Racial da cidade de Guarulhos/SP foi convidada para debater essa questão com os presentes e iniciou os trabalhos com a seguinte provocação: a questão racial é uma questão só dos negros? Essa foi a tônica do encontro. Com um público majoritariamente composto por mulheres e negras, o questionamento maior foi de como uma profissão com este perfil, que atende uma população na sua maioria negra, discute tão pouco essa questão e por que os grandes nomes da literatura do Serviço Social não abordam essa temática em seus trabalhos. Além de assistentes sociais, também estiveram presentes profissionais de outras áreas como a psicologia, além de estudantes de Serviço Social, o que enriqueceu ainda mais os debates e as reflexões. Entidades como o  Grupo de Estudos das Relações Etnicorraciais e o Serviço Social (GERESS) e o Centro de Combate ao Racismo da prefeitura de São Paulo, representado pela assistente social Naiza Santos, também estiveram presentes. 

Depois da Nigéria, o Brasil é o país que apresenta o maior número de negros na sua população. O resultado do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, no Brasil a maioria da população é negra (soma dos que se declararam pretos ou pardos), o que revela uma maior consciência sobre a identidade racial dos brasileiros, marcada por uma postura politica, ideológica e cultural que resgata a origem africana do nosso povo. Mas infelizmente essa maioria não está representada proporcionalmente nas mais diversas esferas da sociedade, seja na área acadêmica ou profissional. Os negros estão sub-representados nas camadas ditas "mais favorecidas" e sobre-representados nas áreas ditas "menos favorecidas". O que torna o trabalho do assistente social ainda mais importante no atendimento e atenção a estas questões. Mostra a importância de considerar o quesito raça/cor nas suas abordagens e encaminhamentos para benefícios e inclusão dessa população nas políticas públicas nas mais diversas áreas. 

Assistentes Sociais Cida e Maria de Jesus
(representantes do CRESS-SP e da CAEDH)
Foi um momento muito rico para a discussão sobre o olhar atento que o assistente social deve ter para estas questões. A assistente social Greice iniciou os trabalhos apresentando alguns conceitos sobre raça, racismo, eugenia, mito da democracia racial. Apresentou o racismo como uma das expressões da questão social e fez um alerta sobre a confusão que existe entre desigualdade social e desigualdade racial, pois o discurso da maioria da população é de que não existe uma questão racial e sim social. Como diz o rapper Genival Oliveira Gonçalves, o GOG, em uma das suas belas músicas, Carta à Mãe África, "nos mergulharam numa grande confusão, racismo não existe e sim uma social exclusão". Querem nos convencer que o racismo acabou. Para a assistente social o que existe no Brasil é uma má distribuição e não escassez de recursos e ainda cita uma pesquisa de Ana Volosko, médica sanitarista que, em uma de suas pesquisas, identificou que as mulheres negras são vítimas do sistema, onde, sob a alegação de que a mulher negra é mais forte, acabam recebendo menos anestesia que as não negras, na hora do parto. Uma das presentes diz que o preconceito e a discriminação "cria um calo na alma". 

Mas o que o Serviço Social tem a ver com isso? A legislação que regulamenta a profissão nos responde claramente. No Código de Ética do Assistente Social, nos princípios fundamentais VI e XI nos coloca a responsabilidade de ficarmos atentos às diversas formas de atuação sem preconceito e discriminação de qualquer tipo. De acordo com o princípio fundamental VI, devemos ter "empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados e à discussão das diferenças" e ainda de acordo com o princípio fundamental XI, devemos realizar o "exercício do Serviço Social sem ser discriminado/a, nem discriminar, por questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, idade e condição física". Ou seja, a regulamentação da nossa profissão contém mecanismos que nos orientam para a prestação de serviço sem discriminação e sem preconceito. 

Participantes da Mesa Redonda
Na ocasião, foi apresentado o livro Mulheres Negras: histórias de resistência, de coragem, de superação e sua difícil trajetória de vida na sociedade brasileira, de minha autoria, Adeildo Vila Nova e da Edjan Alves dos Santos, Jane Alves. O livro foi lançado recentemente em Santos/SP, com uma grande repercussão de mídia impressa e televisiva, realizado pela Associação Cultural dos Afro-descendentes da Baixada Santista (AFROSAN) e na cidade de São Paulo, com um público expressivo que compareceu à Casa das Rosas, na av. Paulista, para receber o seu exemplar autografado. A primeira deputada federal do Brasil, a Sra. Theodosina Rosário Ribeiro, também esteve presente no lançamento, além de diversas outras autoridades como a Professora Elisa Lucas Rodrigues, assessora para assuntos parlamentares da Casa Civil, realizado em parceria com o Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de São Paulo e a Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias (ACGE), órgão da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Um dos exemplares foi disponibilizado para o CRESS-SP e outro foi entregue à assistente social Greice, representante da Coordenadoria de Igualdade Racial de Guarulhos/SP. 

Como mensagem final ficou a esperança de que o CRESS-SP possa retomar as discussões e reflexões sobre o Serviço Social e suas relações com a Questão Racial na sociedade brasileira realizadas em anos anteriores por grupos formados por assistentes sociais e como os profissionais do Serviço Social, no seu fazer laboral, no cotidiano das pessoas, possam atentar para esta questão e contribuir para a diminuição das iniquidades existentes entre negros e não negros. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Livro sobre Mulheres Negras será lançado em Santos


O Lançamento do livro faz parte das comemorações em homenagem ao Dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.

Capa da livro
A trajetória de vida das mulheres negras na sociedade brasileira é o mote principal de um livro que será lançado no próximo dia 19, às 10h. da manhã, no Centro Europeu de Profissões e Idiomas, na Rua Timbiras, 7, no Gonzaga, em Santos. Com o título Mulheres Negras: histórias de resistência, de coragem, de superação e sua difícil trajetória de vida na sociedade brasileira, o livro relata a história de vida de 8 mulheres negras, de origem pobre e que conseguiram ascender socialmente, politicamente e/ou profissionalmente. São histórias de resistência, de coragem e de superação na sua difícil trajetória de vida.

O livro é o resultado de um trabalho de pesquisa científica para a conclusão do curso de graduação em Serviço Social, dos estudantes e agora profissionais do Serviço Social, Adeildo Vila Nova e Edjan Alves dos Santos que, por mais de um ano se envolveram com essa temática para adquirirem o título de bacharel em Serviço Social. Com uma pesquisa bibliográfica extensa e mais de 10 horas de gravação de entrevistas, o trabalho se apresenta como mais uma fonte de pesquisa para futuros pesquisadores, tendo em vista a escassez de bibliografias que tratam desta temática.

Adeildo Vila Nova
Umas das conclusões do estudo é de que ser mulher e negra no Brasil significa estar inserida num ciclo de marginalização e discriminação socioeconômica e racial e de que a melhoria da posição social do negro, e especificamente da mulher negra, é o resultado de um esforço gigantesco demonstrado através da sua capacidade de resiliência, de enfrentamento e de superação destas desigualdades. De acordo com os autores, as mulheres negras vivenciam no seu cotidiano situações de violência que ultrapassam os limites da dignidade humana, muitas vezes de forma visível, mas também, envolvidas numa invisibilidade perversa.
A educação é apresentada com um instrumento de emancipação socioeconômica e político cultural das pessoas, inclusive da comunidade negra e mais especificamente da mulher negra, que é triplamente discriminada: por ser pobre, por ser mulher e por ser negra. Os autores ressaltam que o acesso à educação, seja ela formal ou informal, é permeado por uma série de dificuldades, principalmente em se tratando de uma população que sempre esteve à margem da sociedade e que, cotidianamente, lida com questões de sobrevivência.

Edjan Alves dos Santos
Os autores entendem que a questão de gênero associada à questão racial, coloca a mulher negra em condições extremamente desiguais em relação aos demais cidadãos brasileiros e que, diante da realidade apresentada pelos sujeitos da pesquisa, através de suas histórias de vida, de suas trajetórias e das estratégias utilizadas para a superação de todas as adversidades colocadas no seu cotidiano, torna-se urgente a criação de medidas que possam transformar esta realidade, para que estas mulheres não precisem se valer de esforços desumanos para ter a sua cidadania respeitada.

De acordo com a pesquisa, os autores apontam as políticas de ações afirmativas como uma das estratégias para a superação dessas desigualdades e disparidades existentes entre o homem e a mulher, entre os negros e os não negros.

A publicação é uma realização da Associação Cultural dos Afrodescendentes da Baixada Santista (AFROSAN), em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, por meio da sua Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias (ACGE) e o Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de São Paulo.

O livro também será lançado em São Paulo, no próximo dia 22, às 19h., na Casa das Rosas, na Av. Paulista, 37. 

domingo, 28 de outubro de 2012

Estágio Supervisionada em Serviço Social é discutido

A UNIFESP/Baixada Santista discute o Estágio Supervisionado em Serviço Social na 3ª Edição do Fórum Estadual de Supervisão de Estágio em Santos



Participantes do III Fórum Estadual
A 3ª Edição do Fórum Estadual de Supervisão de Estágio em Serviço Social foi realizado no último dia 26 e contou com a presença de vários estudantes, supervisores de campo e supervisores acadêmicos. Além de representantes de entidades como a Associação Brasileira de Pesquisadores do Serviço Social (ABEPSS), do Conselho Regional de Serviço Social - Seccionais de Santos e São Paulo (CRESS), da Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESSO). 

O Fórum contou ainda com a presença da professora da UNESP e representante da ABEPSS, Raquel Santana, que ficou incumbida de falar sobre o Trabalho e a Formação Profissional dos Assistentes Sociais. O evento estava programado pra acontecer em forma de seminário, mas acabou sendo realizado em forma de Roda de Conversa, onde as pessoas puderam se apresentar e propor temas para discussão. Após a apresentação de todos os presentes, a professora Raquel Santana fez um explanação sobre Trabalho e Formação e abriu para questionamentos, discussões e reflexões acerca do tema.

A professora Raquel santana fez uma análise histórica da profissão do assistente social e as condições de trabalho dos profissionais na sua atuação laboral. Falou sobre os desafios dos profissionais frente à realidade econômica e social do Brasil e as políticas públicas instituídas no país e os impactos que estas condições objetivam no cotidiano dos nossos usuários. Para a professora, nossa profissão nos põe na contramão a essa naturalização e padronização das relações sociais nas quais estamos inseridos. Ela ainda destacou a importância do diálogo e do debate da categoria com os organismos de representação. Para ela,  todas as questões apresentadas pelos participantes são reflexos da precarização do trabalho e dos limites institucionais em relação aos estagiários e à supervisão de estágio.

Discussões e reflexões sobre o Estágio Supervisionado
A importância do assistente social nos espaços de controle social para denunciar e apresentar a violação de direitos foi muito destacada pela professora Raquel Santana. Segundo ela, o assistente social pode, sistematicamente, relatar a violação dos direitos humanos. outro ponto evidenciado por ela foi a questão da dificuldade de capacitação dos profissionais. De acordo com a professora, capacitar-se não depende só do querer, mas das condições objetivas que se apresentam nesse processo. Em relação ao estágio supervisionado ela fez a seguinte ponderação: a ligação entre a teoria e a prática não é só responsabilidade do supervisor de campo, mas também do supervisor acadêmico e do espaço de formação profissional.

As discussões seguiram em clima de harmonia, mas com muitas críticas em algumas áreas. Questões como ética profissional e as limitações impostas pelas instituições, precarização do trabalho e o estágio como mão de obra barata, receio dos estagiários de se envolver com as atividades das instituições, aproximação da teoria e a prática, impedimento de participação de estagiários em atividades externas, intervalo de tempo maior dos encontros entre supervisores de campo e supervisores acadêmicos, maior aproximação entre os supervisores de campo e supervisores acadêmicos, mudança de governo e continuidade do processo de estágio deram o tom das discussões que se estenderam até o período da tarde. Na segunda etapa do Fórum, os participantes foram divididos em três grupos para discutir os desafios e estratégias dos supervisores de campo, supervisores acadêmicos e dos alunos no processo de estágio supervisionado.

Professora Raquel Santana da UNESP e da ABEPSS
De acordo com a relatoria do nosso grupo, não dá pra dissociar estratégias e desafios. Ao mesmo tempo que é um desafio, esse desafio se transforma em estratégia, e vice-versa. Eles são indissociáveis, complementares. Outro ponto levantado pelo grupo foi a importância de garantir uma agenda de discussões proposta coletivamente, com a participação também dos supervisores de campo e alunos das pautas desses encontros. Para a maioria dos integrantes do grupo, é preciso romper com a dinâmica de chamar supervisores apenas para ouvir, por parte da academia. Os supervisores de campo também precisam definir o que será discutido. Além disso, é preciso que haja a criação de novas metodologias possíveis para construção coletiva, como por exemplo, a educação popular, nos moldes defendidos pelo educador Paulo Freire. Os participantes também destacaram a importância a aproximação dos núcleos de estudos das universidades com os trabalhadores, usuários e com a população em geral, além do fortalecimento do conjunto de relações entre as universidades públicas e as universidades privadas. A definição do nosso papel enquanto supervisores de estágio e a qualificação do trabalho do assistente social também foi muito discutido e destacado como de grande relevância.




Saúde da População Negra é discutida na Região

A Saúde da População Negra na Região Metropolitana da Baixada Santista foi discutida em seminário regional realizado na cidade de Praia Grande.


Mesa de abertura do Seminário
O Comitê Técnico Regional de Saúde da População Negra da Região Metropolitana da Baixada Santista (CTRSPNRMBS), órgão da Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria Regional de Saúde  - Região Santos (DRS IX), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde, ambos de Praia Grande, realizaram seminário regional no último dia 25, no auditório da Secretaria Municipal de Educação de Praia Grande, na Vila Mirim. O evento também foi parte integrante das atividades alusivas ao Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, dia 27 de outubro. Essa data foi escolhida pelas organizações do Movimento Negro no Brasil para lembrar que, apesar dos avanços conquistados na área da saúde, as desigualdades raciais ainda persistem. 

Homenagem à Capoeira
Os objetivos principais do Seminário são os de discutir a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e apresentar dados sobre a Saúde da População Negra na Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS). Essa política tem o propósito de garantir maior grau de equidade no que tange à efetivação do direito humano à saúde, em seus aspectos de promoção, prevenção, atenção, tratamento e recuperação de doenças e agravos transmissíveis, incluindo aqueles de maior prevalência nesse segmento populacional e está fundamentada nas evidências das imensas desigualdades em saúde dessa população, expressando o compromisso do governo com a diminuição dessas desigualdades.

O evento contou com a participação do representante do secretário municipal de saúde da Praia Grande, de conselheiros estaduais da Comunidade Negra, o sr. José Ricardo e a sra. Aglai Viriato, além da presença do presidente e do vice-presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra de Praia Grande, sr. João José Nascimento Filho e o  Babalorixá Gladston Bispo, respectivamente. Diversas organizações e entidades do Movimento Negro também estavam representadas como  a Associação Cultural dos Afro-descendentes da Baixada Santista (AFROSAN), Educação para a Cidadania de Negros e Carentes (EDUCAFRO), Federação Nacional dos Orixás (FENORIXÁ) entre outras. Houve a participação também de representantes de universidades, escolas e secretarias de saúde da região. 

Após a mesa de abertura com as autoridades presentes, foi dado início às discussões. A primeira mesa ficou a cargo da psicóloga Marise Borges que fez um apanhado geral sobre as atividades do Comitê desde a sua instituição e em seguida apresentou a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, destacando ponto a ponto, artigo por artigo, a sua importância para a eliminação das desigualdade em saúde da população negra. Logo em seguida, o Professor Doutor Wilson Sabino fez uma apresentação com o Estudo Comparativo das Desigualdades Raciais ao Morrer no Brasil. A apresentação teve o objetivo de descrever o padrão de mortalidade da população negra, segundo raça/cor, no Brasil comparando com o Estado de São Paulo e a Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS). 

Professor Doutor Wilson Sabino
De acordo com os resultados do estudo apresentados pelo Dr. Wilson Sabino, observações no Brasil, quando comparados as outras regiões de estudo, na população raça/cor branca, maiores proporções de falecimentos nas doenças neoplásicas (18,4%). Já estre os negros as causas externas (14,4%), sintomas e sinais achados anormais (8,2%), doenças endócrinas nutricionais e metabólicas (6,4%) e as afecções originadas no período perinatal (4,5%). As maiores taxas de falecimentos encontradas na população negra na RMBS, quando comparada à branca também na RMBS, foram nas causas externas (58 por 100 mil hab.), doenças endócrinas e nutricionais e metabólicas (39,1 por 100 mil hab.), doenças do aparelho digestivo (39 por 100 mil hab.), infecciosas e parasitárias (36,3 por 100 mil hab.). O estudo conclui que, possivelmente, a desigualdade racial em saúde existente no país, constitutiva da polarização epidemiológica, estaria influenciando diretamente o atraso da transição epidemiológica, pois ainda além das doenças crônicas degenerativas, convive-se com causas de  morte típicas de países pobres e maior motivo de falecimentos entre a população negra quando comparada à branca. 

Homenagens recebidas pelo Comitê
Em seguida a Dra. Cláudia apresentou dados sobre a anemia falciforme e sua complicações para a saúde das pessoas e da importância da detecção precoce da doença nas crianças através do teste do pezinho, o que é determinado por portaria do Ministério da Saúde. A Dra. Cláudia ainda fez críticas severas ao poder público, especialmente ao da cidade de Praia Grande, em relação à disponibilização de medicamentos para a população não ter que se deslocar de Praia Grande até a cidade de Santos para tomar alguns tipos de medicamentos, injeções e vacinas. 

O evento foi marcado por diversas homenagens a algumas pessoas e entidades que se destacaram na luta por uma melhor qualidade de vida da população em geral e especificamente da população negra. Também contou com a participação de diversas atividades culturais como música, dança e capoeira. 



sábado, 27 de outubro de 2012

Oficina de desenho sobre o negro é realizada no CECON Arco Íris

Em comemoração ao dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, é realizada oficina de desenho com idosos sobre o tema da África e a População Negra no Brasil 
  

Inicio dos trabalhos com a participação dos idosos
Com o tema População Negra no Brasil, no dia 25 último, o presidente da Associação Cultural dos Afro-Descendentes da Baixada Santista (AFROSAN) iniciou os trabalhos para a oficina de desenho sobre a África e a População Negra no Brasil. A oficina faz parte das atividades em comemoração ao dia 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Santos. 

O público escolhido para a realização dessa oficina foi os idosos atendidos pelo Centro de Convivência (CECON) Arco Íris, que atende idosos e idosas de várias idades. Esses idosos e idosas participam de diversas atividades desenvolvidas pela Educadora em Saúde, Cremilde Tavares.  

José Ricardo dos Santos (AFROSAN)
Foi um momento mágico essa oficina. Foi muito gratificante ver aquelas pessoas com tanta experiência de vida, todas em silêncio, ouvindo com muita atenção o que o sr. José Ricardo falava. Ao olhar para os rostinhos de cada um deles, tive a sensação de estar em uma sala de aula, com todos os alunos concentrados nos ensinamentos passados pelo mestre. Ora, se pensarmos direitinho, eles é que tinham muito a nos ensinar. 

Um dos momentos mais emocionantes foi quando uma das senhoras, ao ouvir o que estava sendo dito, relembrou da sua história e o quanto a questão do racismos e da discriminação racial interferiu na sua vida. Ela contou que a sua mãe sofreu muito com esse preconceito, que vinha do seu próprio pai. Segundo ela, era uma coisa que não entendi, que só veio entender quando estava mais velha. A fala do José Ricardo trouxe à tona uma série de sentimentos antes guardados, não esquecidos. Foi um momento emocionante. 

Idosas super concentradas e atentas às informações
Após a fala do palestrante e de algumas intervenções por parte dos participantes que fizeram algumas perguntas e questionamentos, falei sobre o livro sobre a mulher negra que estou lançando e expliquei sobre o objetivo do trabalho, que era o de discutir a questão de gênero e raça na nossa sociedade brasileira. Aproveitei a oportunidade para convidar a todas e todos para o evento do dia do lançamento. Todos ficaram muito entusiasmados com a possibilidade de participação nessa atividade de lançamento. 

Em seguida, a assessora técnica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Santos, Sarah Jane Barbosa, falou sobre a importância do trabalho realizado naquele momento e explicou os objetivos da oficina de desenho. Segundo a assessora técnica, a produção da atividade será utilizada para uma exposição e criação de algum material que que faça alusão à questão racial e a saúde na nossa cidade. 

Momento de por a "mão na massa"
Após a palestra e as falas dos responsáveis pela oficina, foi exibido uma série de imagens que remetem à cultura negra para que os participantes pudessem se inspirar para produzir os desenhos. A professora de desenho, Sandra, montou uma mesa com diversos livros sobre a questão racial e fez uma apresentação destes para os presentes. Em seguida todos forram para as mesas, onde começaram a produção. 

Era incrível ver a alegria estampada no rosto de cada uma daquelas pessoas. mesmo com a idade que tinham, a maioria com mais de 60 anos, pareciam crianças fazendo descobertas sobre as coisas da vida. Pelo que percebi, as crianças de dentro daqueles idosos estavam mais vivas do que nunca. É muito bom poder vivenciar momentos como estes. Foi uma experiência incrível que vou levar pra o resto da minha vida. É realmente uma lição de vida o que esses idosos passam pra gente. Com sua energia contagiante e um humor muito intenso. Eles respiram e transmitem a alegria de viver.

CRESS discute a Questão Sindical

Conselho Regional de Serviço Social/Seccional Santos (CRESS/Santos) discute o Serviço Social e a Questão Sindical com profissionais da categoria.

Grupo de assistentes sociais discutindo a questão sindical
Assistentes Sociais se reuniram na tarde do último dia 20 para discutir  e refletir sobre o Serviço Social e a Questão Sindical. As discussões e reflexões foram provocadas pela professora Terezinha de Fátima Rodrigues, da Universidade Federal de São Paulo - Campus Baixada Santista (UNIFESP/BS), que fez um resgate histórico sobre a organização sindical dos assistentes sociais desde a década de 1940. Passeou pela criação da Associação Brasileira de Assistentes Sociais (ABAS) ressaltando que esta entidade não tinha caráter sindical.  

Na década de 1950 funda-se a Associação Profissional dos Assistentes Sociais, ainda não sindical, com um caráter mais cultural. De acordo com a professora, até os anos 1970 a questão sindical ficou fora dessas discussões. Na década de 1980, inicia-se no país a discussão sindical na categoria com o movimento dos bancários do ABC, servidores públicos e do fortalecimento da classe trabalhadora. Surgindo o que se  chamou de "novo sindicalismo", porque incluía nas discussões os trabalhadores e os patrões. 

Professora Teresinha de Fátima Rodrigues (UNIFESP)
Em 1978 é realizado o 1º. Seminário, que foi o 1º Encontro Nacional de Entidades Sindicais. Esse foi o primeiro movimento sindical do Serviço Social, com o apoio do Centro de Estudos Latino Americano de Trabalho Social (CELATS). Ainda em 1978, acontece o 2º Encontro Nacional. Já no ano de 1979, é realizado o 3º Encontro Nacional. De 1978 a 1983 houve um intenso debate e articulação dos assistentes sociais e a questão sindical. A classe se reconhece também como trabalhadores e com tal, precisa lutar por condições dignas de trabalhos e salários compatíveis com a sua atuação. 

No ano de 1983 surge a Associação Nacional dos Assistentes Sociais (ANAS), funcionado até o ano de 1988. Nos anos de 1990, com a fragilização dos trabalhadores e flexibilização das formas de trabalho, os sindicatos perdem as forças e a luta passa a ser por manutenção do trabalho ao invés da direitos trabalhistas. Em 1994, acontece a 6ª. Assembleia da ANAS. Em 1997 é realizado o Encontro Nacional de Organização Política, em Goiânia. Nessa ocasião surge a discussão sobre o sindicato por ramo (várias categoria que trabalham na mesma área, como por exemplo a área da Seguridade Social, onde trabalha a assistência social, a previdência e a saúde, o tripé da Seguridade Social) ou por categoria (cada categoria de profissionais com o seu sindicato específico). 

Da esquerda para a direita as assistentes sociais Renata
Cordella, Cintia Neli e Silvana 
A discussão era sobre a ideia de que se fosse por categoria, a luta ficaria pulverizada, enfraquecida, já o sindicato por ramos seria mais forme, já que agregaria outras categorias no movimento. Surge então a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Seguridade Social (CNTSS). Por conta dessas discussões, o movimento é dividido e dessa forma, em dezembro de 2000, surge a Federação Nacional dos Assistentes Sociais (FENAS), que foi a união de cinco sindicatos que se sentiram excluídos da discussão na época, porque defendia a luta do sindicato por categoria e não por ramo. A FENAS nasceu depois de um intendo debate na 1ª. Assembleia Nacional Sindical dos Assistentes Sociais. 

Segundo a professora Teresinha, o debate ainda é muito grande sobre a questão sindical e o Serviço Social. Para isso, será realizada no Rio de Janeiro, nos dia 30 e 31 de outubro, um Seminário Nacional para retomar essa discussão. Será um momento rico onde estarão presentes representantes das duas frentes, a de luta por ramo e da luta por categoria. Vamos aguardar os resultados desse encontro e verificar quais passos serão dados daqui pra frente. 


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Ao Mestre com carinho


Hoje é dia do professor e quero fazer uma homenagem à todos os professores fazendo menção deste filme que conta a luta de um professor negro para cumprir sua missão de ensinar em meio de muitas adversidades.


Ao Mestre Com Carinho é um filme que relatou o dia-a-dia de um professor negro que veio de uma colônia britânica da América,lecionando para uma turma de adolescentes rebeldes numa escola pública da periferia de Londres em meados dos anos 60, no filme a classe fará de tudo para que ele desista da sua missão, como fez com os professores anteriores.


Sabemos que não é fácil ser professor hoje em dia, os desafios são bem maiores que antigamente, há muita violência e dificuldades para os professores no meio escolar,o salário de um professor não é um dos melhores, somente um dom explica a razão de muitos professores  ainda aceitarem esta missão.


Os professores possuem a capacidade de ensinar,eles têm o dom de ajudar as pessoas  a traçarem seus caminhos pelos estudos. Mas, de modo triste atualmente esta profissão vem sendo  aos poucos desvalorizada, poucos hoje em dia desejam se formar e se tornar professores porque grandes são os desafios e dificuldades.
Portanto como muita justiça foi escolhida esta data para comemorar o dia do professor, vamos então celebrar aqueles que sempre estiveram conosco e nos ajudaram chegar onde chegamos hoje.

sábado, 29 de setembro de 2012

AFROSAN discute Orientação Sexual e Identidade de Gênero


Cursinho Pré-Vestibular da Associação Cultural dos Afro-Descendentes da Baixada Santista recebe o Consultor Técnico do Instituto Joana D’Arc para discutir a questão da Orientação Sexual e Identidade de Gênero com seus alunos na aula de Educação para a Cidadania.

Luiz Eduardo dos Santos
Instituto Joana D'Arc
A questão da Orientação Sexual e de Identidade de Gênero é um tema que requer muitas discussões e reflexões sobre a Comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e as demais formas de identidade de gênero e como essa condição os colocam em condições de vulnerabilidade social e de violação de direitos.

O consultor técnico do Instituto Joana D’Arc, Luiz Eduardo dos Santos, nos apresentou conceitos como homossexualidade, heterossexualidade e bissexualidade, que  foram amplamente discutidos e refletidos com os alunos que estavam super interessados  no tema. A questão dos travestis e transexuais também foi abordada durante a atividade.



Luiz Eduardo, alunas e José Ricardo,
presidente da AFROSAN
O consultor técnico Luiz Eduardo explicou a diferença entre o sexo cromossômico e o sexo social, ou seja, a diferença entre o que somos definidos de acordo com a nossa genética, se masculino ou feminino, e o que a sociedade espera de nós como homens e mulheres. Que comportamentos são esperados de alguém do sexo masculino e de alguém do sexo feminino. Nem sempre esses comportamentos  correspondem às expectativas da sociedade heteronormativa, a sociedade onde as normas são construídas como se só existisse a heterossexualidade, desconsiderando as demais orientações sexuais e identidades de gênero.


Roda de Conversa com Luiz Eduardo, alunos do Cursinho
Pré-Vestibular e Diretoria da AFROSAN
Falar sobre orientação sexual e identidade de gênero é falar sobre nós mesmos, sobre a nossa identidade. Por que somos homens ou mulheres? O significa ser homem ou ser mulher na nossa sociedade? Como nos relacionamos sexualmente com os outros? O que isso pode trazer de prejuízos para a nossa vida? No que isso interfere na minha qualidade de vida, no meu desenvolvimento social, na minha saúde? Como ser quem somos em uma sociedade que não aceita o diferente do padrão heteronormativo? Questões como essas nortearam a discussão do tema.

Luiz Eduardo finalizou sua apresentação dizendo que todas essas definições e conceitos são muito importantes para o construção e desenvolvimento de políticas públicas de qualidade para o atendimento dessa população. Que tudo isso serve pra gente aprender sobre a sociedade em que vivemos. Mas o mais importante nisso tudo, no dia a dia, na vida real, é como vou me relacionar com as pessoas, com suas diferenças e com suas particularidades. 
As pessoas vão continuar falando opção sexual ao invés de orientação sexual, mas agora que já sabem que existe a palavra orientação, não podem ignorá-la, enfatizou o consultor técnico.

Palestra sobre Orientação Sexual e
Identidade de Gênero
Os alunos participaram ativamente das reflexões e dos debates propostos. Essa temática dá prosseguimento aos diversos temas que estão sendo tratados nas aulas de Educação para a Cidadania, disciplina integrante da grade curricular do Cursinho Pré-Vestibular da AFROSAN e acontece quinzenalmente na Escola Edméa Ladevig, sito à rua Bahia, 49, no Gonzaga , em Santos/SP, por meio de uma parceria entre a AFROSAN e a Secretaria Municipal de Educação de Santos, onde o espaço é cedido para a realização das aulas.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Seminário discute Segurança Pública e Direitos Humanos

Entidades de defesa dos Direitos Humanos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Defensoria Pública do Estado de São Paulo discutem a relação entre Segurança Pública e Direitos Humanos na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), campus Baixada Santista.

Eu e a assistente social Cíntia,
do CRESS/Seccional Santos
Com o título "I Seminário sobre Segurança Pública: 'Direitos Humanos para Todos'", no dia 19 de setembro de 2012, a comunidade acadêmica e comunidade em geral teve a oportunidade de refletir sobre a questão da Segurança Pública e a sua relação com os Direitos Humanos. A atividade contou com a presença de renomados profissionais em suas respectivas áreas de atuação. O período da tarde, coordenado pelo defensor público Thiago Santos de Souza, contou com a presença da defensora pública de São Paulo Fabiana Botelho Zappata, do coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM/SP) Luiz Eduardo Pesce Arruda e do advogado Renato Santos de Azevedo, que substituiu o advogado Hédio Silva Júnior, ex-secretário de Estado de Justiça e de Defesa da Cidadania de São Paulo. O período da noite foi coordenado pela professora da UNIFESP/BS Raiane Patrícia Severino Assumpção e teve como palestrantes o procurador do Estado de São Paulo Thiago Farah Reis, o representante da Polícia Civil Carlos Alberto da Cunha e da pesquisadora do Núcleo de Estudos sobre a Violência da Universidade de São Paulo (NEVUSP) Maria Gorete Marques de Jesus.

Rodrigo Farah Reis
Procurador do Estado de SP
Carlos Alberto da Cunha
Representante da Polícia Civil
No período da tarde, o defensor público Thiago abriu o seminário deixando a seguinte afirmação: a culpa da violência não é dos Direitos Humanos. O clima tenso e o embate norteou todo o seminário, tanto no período da tarde, quanto no da noite. O coronel Arruda fez uma explanação sobre a PM/SP dizendo que a sua missão é de proteger as pessoas, fazer cumprir as leis, combater o crime e preservar a ordem pública e apresentou alguns dados estatísticos sobre a atuação da polícia no Estado de São Paulo que, segundo ele, os homicídios no Estado de São Paulo diminuiu nos últimos anos. Em seguida a defensora pública Fabiana Zappata apresentou alguns conceitos e o histórico dos Direitos Humanos no Brasil e sua fundamentação legal. Segundo a defensora pública, as mulheres e as crianças são as mais atingidas entre as comunidades mais vulneráveis. O advogado Renato Azevedo discursou sobre a necessidade das leis para a organização da sociedade  e afirmou que "a justiça e segurança são irmãs siamesas" e que "a violência é constitutiva do ser humano". 

Maria Gorete Marques Cunha
Pesquisadora do NEVUSP
À noite, a pesquisadora do NEVUSP apresentou dados alarmantes de sua pesquisa sobre a questão da abordagem policial nos casos de flagrante. O perfil das vítimas é de jovens negros e pardos, entre 18 e 25 anos, com pouca escolaridade, com atividade remunerada precária e informal e que dependia de assistência jurídica da defensoria pública. Entre os principais tipos de violência aparecem a agressão física e verbal e ameaças com ou sem armas. Apresentou ainda uma série de tipos de abusos e violências como: uso de sprays de pimenta nos olhos e nariz, invasão de domicílio, extorsão, discriminação racial, violência sexual, obrigação de ficar  nua e ameaça de estupro, tortura, entre tantas outras. 

Débora, representante do
Movimento das Mães de Maio
Um dos momentos mais emocionantes do evento foi a participação da Débora, do Movimento das Mães de Maio, que questionou o procurador do Estado de São Paulo sobre o indeferimento dos diversos processos, das 11 vítimas do mês de maio, movidos contra o Estado de São Paulo pelas mães das vítimas. Seus depoimentos nos deu a dimensão de como os Direitos Humanos são ignorados e desrespeitados e o quanto isso é prejudicial ao desenvolvimento da nossa sociedade e do nosso país. 

Um dos pontos criticados pelos participantes foi a falta de representação dos movimentos populares de defesa dos Direitos Humanos na composição das mesas. As instituições públicas também foram muito criticadas e acusadas de repressoras e de não cumprir o seu verdadeiro papel na sociedade. 

A participação dos alunos da UNIFESP nos debates foi muito importante para suscitar uma série de questões que acometem a nossa sociedade e que precisar ser melhor discutidas em conjunto com a comunidade. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CRESS/Santos apoia o lançamento do livro Mulheres Negras

O Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), por meio da sua Coordenação Seccional na cidade de Santos, apoia o lançamento do livro sobre as Mulheres Negras, na cidade de Santos.

Da esquerda para a direita: Eu de costas e as assistentes  
sociais Silvana Marina Correia e Cíntia Neli da Silva Inácio
Em reunião realizada no último dia 13 com membros do Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), Seccional de Santos/SP, mais uma importante etapa foi cumprida rumo ao lançamento do livro Mulheres Negras: histórias de resistência, de coragem, de superação e sua difícil trajetória de vida na sociedade brasileira.

Entre os presentes estavam as assistentes sociais Silvana Marina Correia e Cíntia Neli da Silva Inácio, membros da Coordenação Seccional de Santos e bases de Santos.

A participação do CRESS no lançamento do livro será no sentido de apoiar na divulgação da atividade. Além disso, o CRESS, por meio da sua Coordenação Seccional de Santos, se comprometeu a verificar com algumas organizações governamentais e não governamentais na cidade de Cubatão para que possamos fazer o lançamento também naquela cidade ainda este ano. 

Capa do livro
Na ocasião, apresentei a agenda com algumas datas para possíveis lançamentos na cidade de Santos e de São Paulo, além de algumas cidades no interior do Estado. Em Santos, o lançamento será realizado na data provável de 23 de novembro, no Centro Europeu de Línguas. Os detalhes serão publicados posteriormente. 

A possível data para o lançamento na cidade de São Paulo, com o apoio da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias (ACGE), da Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo, que provavelmente será no dia 22 de novembro de 2012, às 19h., na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, Centro Cultural localizado na Avenida Paulista, 37, um dos últimos casarões da avenida mais movimentada do país. 

Em algumas cidades do interior de São Paulo como Barretos, Piracicaba, Araraquara e Jaú, não foram definidas nenhuma data, tendo em vista as eleições municipais que estão sendo realizadas em todo o Brasil, mas provavelmente depois do mês de novembro ou no primeiro semestre de 2013.

Da esquerda para a direita: as assistentes sociais Silvana
Mariana Correia e Cíntia Neli da Silva Inácio e eu.
Nesta mesma reunião também fui indicado pela Coordenação Seccional de Santos para representar o CRES/Santos junto ao Conselho Municipal de Políticas sobre Tabaco, Álcool e outras Drogas (COMAD), de Santos/SP.

Coloquei-me à disposição para apoiar as atividades do CRES/Santos e representar com muita dignidade e compromisso esse órgão representativo da categoria dos assistentes sociais que tem desempenhado um importantíssimo trabalho em várias frentes como a redução da jornada de trabalho dos assistentes sociais para 30 horas, entre tantas outras bandeiras de luta.

Um ótima oportunidade para reafirmar a importância do trabalho do CRESS/Santos na Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS). 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Seminário Estadual de Direitos Humanos, Ética e Serviço Social: Fundamentos e Desafios


José Damião
Lima Trindade
Procurador de Justiça do
Estado de São Paulo
O Seminário Estadual Direitos Humanos, Ética e Serviço Social: fundamentos e desafios, promovido pelo CRESS-SP 9º Região/SP, em 10 de agosto no Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, no bairro da Liberdade, em São Paulo, contou com a participação de mais de 500 pessoas. O aprofundamento em questões relacionadas a dois grandes eixos foram levantadas: a perspectiva histórica dos Direitos Humanos, com a palestra do Procurador de Justiça do Estado de São Paulo, José Damião Lima Trindade, e os fundamentos críticos do Serviço Social, com a conferência da Doutora em Serviço Social, Maria Lúcia Silva Barroco.

Uma dinâmica de miniconferências deu sequência ao Seminário, com o debate de cada um dois itens principais. No âmbito dos fundamentos históricos dos Direitos Humanos foram discutidos aspectos referentes ao “Gênero e Etnia”, da qual eu participei ativamente, “Conflitos na terra e pela Terra” e “Trabalho e direitos no capitalismo”, conduzidas, respectivamente, pelas assistentes sociais: Eloísa Gabriel dos Santos, presidenta do CRESS-SP 9º Região/SP; Raquel Santos Sant’Ana, Doutora e livre docente em Serviço Social; e Maria Beatriz Costa Abramides, Doutora em Serviço Social pela PUC/SP.

Andrea Almeida Torres (a 2ª da esquerda para a direita)
e demais colaboradores do Seminário

Já as mini-conferências que permearam os fundamentos dos Direitos Humanos, com destaque para a relação com a ética profissional, abordaram assuntos ligados a “Área sociojurídica: interfaces e particularidades”, “Políticas de seguridade social” e “Violência e questão urbana”, realizadas pelas assistentes sociais Silvia Alapanian, Doutora em Serviço Social e Política Social pela PUC/SP; Marlene Merisse, Mestre em Serviço Social pela PUC/SP; e Andrea Almeida Torres, Doutora em Serviço Social pela PUC/SP. 

Neste encontro pudemos acompanhar o debate e as reflexões atuais sobre a questão dos direitos humanos, a ética e o Serviço Social e os nossos desafios frente a uma sociedade cada vez mais marcada pelas desigualdades sociais. Ficou evidente o grande desafio que nós, assistentes sociais, temos pela frente no cotidiano do nosso fazer profissional.

Dulcineia, Cintia, outra colega assistente social e Adeildo Vila Nova
Um momento oportuno para rever alguns colegas e atualizar a nossa rede de relacionamentos. Aproveitei a oportunidade para presentear minhas colegas de profissão com o meu livro, que acabou de "sair do forno" e que em breve será lançado oficialmente. Reencontrei as assistentes sociais Dulcinéia e Cíntia, que também faz parte da diretoria do Conselho Regional de Serviço Social/Sede de Santos. O final do encontro foi marcado por debates das demandas levantadas durante as palestras, além das considerações finais dos palestrantes.

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Acesso em: 30 ago. 2012.

sábado, 8 de setembro de 2012

Adeildo Vila Nova e sua participação na comunidade DiHITT


Adeildo ViLa Nova às Vésperas do Lançamento do seu Livro Mulheres Negras tem se dedicado em tempo integral para cumprir seus compromissos.
Ele está também presente em várias redes sociais divulgando matérias e textos importantes escritos por ele ao longo da sua trajetória, assuntos que de uma forma ou de outra abrem várias discussões na comunidade.
Adeildo Vila Nova está presente no DiHITT um espaço importante para divulgação de blogs e websites e algumas postagens dele divulgadas já tem tido boa participação nesta comunidade.


Ele está no Ranking 344 de participação com 615 amigos até agora na comunidade DiHITT e suas postagens alcançado boa votação por amigos e participantes nos primeiros dias de inscrição.




Na sua matéria Políticas públicas para promoção da igualdade racial por exemplo; teve a reação  de Almir Ferreira  membro da comunidade DiHITT que expôs sua  opnião sobre este assunto que para alguns é ainda polêmico.


Aguardemos então que Adeildo Vila Nova responda  ao cumprir sua agenda, à todos membros da comunidade estas questões e dúvidas que naturalmente irão surgindo quanto a sua exposição pública cada vez mais evidente, expondo como sempre fez, seu ponto de vista de forma plausível.





terça-feira, 4 de setembro de 2012

Adeildo Vila Nova e os 10 anos da AFROSAN


Adeildo Vila Nova é atualmente é primeiro tesoureiro e coordenador das aulas de Cidadania do Curso Pré-Vestibular da AFROSAN - Associação Cultural dos Afro-Descendentes da Baixada Santista.


Trabalhou como assistente de coordenador - Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial e Étnica - COPIRE, Ex-conselheiro municipal do Conselho da Comunidade Negra de Santos/SP, pós-graduando latu sensu/especialização/MBA em Gestão de Pessoas pela UNIMONTE.



A AFROSAN foi criada no ano de 2002 (Associação Cultural dos Afrodescendentes da Baixada Santista), entidade que tem como finalidade resgatar, fomentar e incentivar a participação da comunidade negra e outras etnias no contexto sócio-político da Baixada Santista,e este ano completou 10 anos.



Ela desenvolveu o curso de pré-vestibular para afrodescendentes e carentes, que tinha como propósito capacitar jovens para o vestibular em universidades públicas. Era desenvolvido por monitores e professores voluntários, tendo enorme repercussão do público e da imprensa local.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Moradores de Santos discutiram os rumos da cidade


No dia 14 de junho de 2012 Moradores de Santos discutiram os rumos da cidade



Cerca de 50 pessoas participaram da oficina Desafios para o Desenvolvimento Sustentável de Santos, promovida pelo projeto Litoral Sustentável no dia 12 de junho,realizado no Atlântico Hotel.
Estiveram presentes representantes de associações e de movimentos de moradores de diversos bairros da cidade, sindicatos e ONGs atuantes em diferentes áreas.

Sobre este importante acontecimento Adeildo Vila Nova disse:


Prezados(as),29 de junho de 2012 às 22:57

Foi com muita alegria que me deparei com esta notícia. Pena que só fiquei sabendo agora que o evento já passou, mas com certeza terão outros.
Penso que a Baixada precisa de um olhar diferenciado e qualificado sobre este momento de desenvolvimento econômico tão importante pelo qual passa. Infelizmente o desenvolvimento social não tem acompanhado esse desenvolvimento econômico.
Por isso a importância de oficinas como estas. Acompanho o trabalho do Instituto Pólis e fico muito feliz que estejam realizando um trabalho tão importante como este aqui na Baixada Santista.
Me coloco à disposição para contribuir no que for preciso. Sou assistente social na prefeitura de Santos e pós-graduando (MBA/Especialização) em Gestão de Pessoas. Sou diretor-fundador e professor voluntário d Educação para a Cidadania de uma organização não governamental, a Associação Cultural dos Afro-Descendentes da Baixada Santista (AFROSAN) que, em parceria com outros voluntário e com a secretaria municipal de educação de Santos, realiza um curso pré-vestibular para negros e carentes da Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS). Maiores informações no site http://www.afrosan.org.br.

Tentarei participar de alguma das próximas oficinas que acontecerão aqui na Baixada Santista. Também farei o possível para participar do seminário sobre os desafios e avanças da participação cidadã que acontecerá no próximo dia 4 de julho.

Por enquanto contribuirei compartilhando essas informações na minha página do Facebook.

Um grande abraço a todos e a todas!!!


Em resposta a Adeildo Vila Nova Litoral Sustentável disse:

as 2 de julho de 2012 às 17:58

Olá Adeildo, uma boa tarde!
Primeiramente obrigado pelas informações! Vamos conhecer o site da Afrosan e esperamos vocês nas próximas reuniões agendadas na Baixada Santista.
Em breve publicaremos a agenda das Devolutivas do Diagnóstico feito na Baixada. Então não se preocupe, vocês terão a oportunidade de comparecer na reunião em Santos mesmo.
Acompanhe nosso site que logo mais publicaremos o calendário das devolutivas em todas as cidades participantes do Projeto Litoral Sustentável.