sábado, 27 de outubro de 2012

CRESS discute a Questão Sindical

Conselho Regional de Serviço Social/Seccional Santos (CRESS/Santos) discute o Serviço Social e a Questão Sindical com profissionais da categoria.

Grupo de assistentes sociais discutindo a questão sindical
Assistentes Sociais se reuniram na tarde do último dia 20 para discutir  e refletir sobre o Serviço Social e a Questão Sindical. As discussões e reflexões foram provocadas pela professora Terezinha de Fátima Rodrigues, da Universidade Federal de São Paulo - Campus Baixada Santista (UNIFESP/BS), que fez um resgate histórico sobre a organização sindical dos assistentes sociais desde a década de 1940. Passeou pela criação da Associação Brasileira de Assistentes Sociais (ABAS) ressaltando que esta entidade não tinha caráter sindical.  

Na década de 1950 funda-se a Associação Profissional dos Assistentes Sociais, ainda não sindical, com um caráter mais cultural. De acordo com a professora, até os anos 1970 a questão sindical ficou fora dessas discussões. Na década de 1980, inicia-se no país a discussão sindical na categoria com o movimento dos bancários do ABC, servidores públicos e do fortalecimento da classe trabalhadora. Surgindo o que se  chamou de "novo sindicalismo", porque incluía nas discussões os trabalhadores e os patrões. 

Professora Teresinha de Fátima Rodrigues (UNIFESP)
Em 1978 é realizado o 1º. Seminário, que foi o 1º Encontro Nacional de Entidades Sindicais. Esse foi o primeiro movimento sindical do Serviço Social, com o apoio do Centro de Estudos Latino Americano de Trabalho Social (CELATS). Ainda em 1978, acontece o 2º Encontro Nacional. Já no ano de 1979, é realizado o 3º Encontro Nacional. De 1978 a 1983 houve um intenso debate e articulação dos assistentes sociais e a questão sindical. A classe se reconhece também como trabalhadores e com tal, precisa lutar por condições dignas de trabalhos e salários compatíveis com a sua atuação. 

No ano de 1983 surge a Associação Nacional dos Assistentes Sociais (ANAS), funcionado até o ano de 1988. Nos anos de 1990, com a fragilização dos trabalhadores e flexibilização das formas de trabalho, os sindicatos perdem as forças e a luta passa a ser por manutenção do trabalho ao invés da direitos trabalhistas. Em 1994, acontece a 6ª. Assembleia da ANAS. Em 1997 é realizado o Encontro Nacional de Organização Política, em Goiânia. Nessa ocasião surge a discussão sobre o sindicato por ramo (várias categoria que trabalham na mesma área, como por exemplo a área da Seguridade Social, onde trabalha a assistência social, a previdência e a saúde, o tripé da Seguridade Social) ou por categoria (cada categoria de profissionais com o seu sindicato específico). 

Da esquerda para a direita as assistentes sociais Renata
Cordella, Cintia Neli e Silvana 
A discussão era sobre a ideia de que se fosse por categoria, a luta ficaria pulverizada, enfraquecida, já o sindicato por ramos seria mais forme, já que agregaria outras categorias no movimento. Surge então a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Seguridade Social (CNTSS). Por conta dessas discussões, o movimento é dividido e dessa forma, em dezembro de 2000, surge a Federação Nacional dos Assistentes Sociais (FENAS), que foi a união de cinco sindicatos que se sentiram excluídos da discussão na época, porque defendia a luta do sindicato por categoria e não por ramo. A FENAS nasceu depois de um intendo debate na 1ª. Assembleia Nacional Sindical dos Assistentes Sociais. 

Segundo a professora Teresinha, o debate ainda é muito grande sobre a questão sindical e o Serviço Social. Para isso, será realizada no Rio de Janeiro, nos dia 30 e 31 de outubro, um Seminário Nacional para retomar essa discussão. Será um momento rico onde estarão presentes representantes das duas frentes, a de luta por ramo e da luta por categoria. Vamos aguardar os resultados desse encontro e verificar quais passos serão dados daqui pra frente. 


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