segunda-feira, 11 de novembro de 2013

SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA NA UNIFESP/BAIXADA SANTISTA

Com o tema "Reflexos de Palmares hoje", a Semana traz intelectuais, acadêmicos, ativistas e artistas para debaterem sobre a questão racial no Brasil de hoje, além das atividades culturais. 

Camélia plantada na entrada da UNIFESP/BS
O Núcleo de Estudos Reflexos de Palmares realiza entre os dias 11 e 13 de novembro a I Semana da Consciência negra da Universidade Federal de São Paulo/ Campus Baixada Santista (UNIFESP/BS). As atividades acontecem no Saguão da Universidade, no andar térreo, a partir das 14h. A abertura da Semana foi realizada hoje (11/11) com o plantio de árvores, entre elas a Camélia, também conhecida como "Dama da Noite" pelo forte perfume que exala durante a noite, flor que representa a resistência dos negros à escravidão. A flor era utilizada como um código entre os negros escravizados e os abolicionistas e pessoas que apoiavam o Movimento na época. A flor era colocada nas portas dessas pessoas, ou plantadas por elas, para indicar que, naquele local eles poderiam bater que encontrariam apoio e abrigo. A flor ficou conhecida como "Camélia da Liberdade". Com uma atividade extensa, a I semana da Consciência Negra da UNIFESP/BS nos proporciona a oportunidade de debater essas questões com pesquisadores internacionais renomados e estudiosos da Questão Racial no nosso país e sua relação com os demais países que, apesar de ter sua maioria da população sendo negra, ainda assim, sofre com os problemas de preconceito de de discriminação racial. A qualidade dos palestrante também é o grande diferencia desse evento. A comunidade da Baixada Santista deve prestigiar as atividades, tendo em vista a importância histórica que tem no processo de luta dos movimentos abolicionistas e dos grandes nomes da região que contribuíram para esse processo.  

Profa Renata Gonçalves (em pé) e da esquerda para
direita: Patrícia Villen, Oswaldo Faustino e Franck Seguy
A programação continuou com a Palestra sobre o Racismo: resistências e permanências, com a participação da doutoranda em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Patrícia Villen, do pesquisador e estudioso da Cultura Negra, Oswaldo Faustino e do professor de Sociologia da Université d'État d'Haiti e pesquisador do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, Franck Seguy. A apresentação dos três intelectuais foi muito esclarecedora sobre as questões raciais no Brasil de hoje. As suas falas nos faz entender e compreender o processo histórico de colonização do nosso país. Com a fala do professor haitiano, também foi possível entender melhor esse mesmo processo no Haiti. As colocações dos palestrantes prendeu a atenção dos alunos e convidados que estavam presentes na atividade. A forma como os temas foram abordados tornou o evento muito agradável e sua linguagem acessível a todos os públicos facilitou o entendimento de todos e de todas. A doutoranda Patrícia Villen nos apresentou uma personagem ainda pouco conhecida entre nós. Nos apresentou em seu livro, resultado da sua dissertação de mestrado, a personagem Amílcar Cabral, líder do Movimento nacional de Libertação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. Na ocasião também disponibilizou para compra o seu livro contando a história desse grande líder. 

Folder com a programação completa da I Semana
da Consciência negra da UNIFESP/BS
Dentre as atividades, também haverá uma homenagem à Carolina Maria de Jesus, a escritora negra que dos papéis encontrados no lixão tecia sua obra prima: Quarto de Despejo! Embora Carolina tenha seus livros traduzidos em várias línguas, ainda é pouco mencionada no ensino oficial. A Semana também faz reverência ao mestre Preto Brás Itamar Assumpção. De acordo com a professora Renata Gonçalves: "Um olhar, mesmo desatento, notará por exemplo, que ali mesmo no nosso campus, a pirâmide racial permanece firme: enquanto somos raríssimos no exercício da docência (3 professores num universo de cerca de 200), na outra ponta, ao contrário, negro(a)s são a ampla maioria a ocupar os postos mais precários da Universidade, especialmente o(a)s trabalhadore(a)s terceirizado(a)s. O mito da democracia racial precisa ser revisitado". A programação segue até o próximo dia 13 de novembro. O encerramento será em grande estilo, onde acontecerá a Festa Feira Preta, que contará com Rodas de Capoeira, Maracatu  Quiloa, Amigos do Macuco, Tarja Preta, Futuráfrica, Preta Soul, BA Kimbuta e muito mais. Confira a programação completa no folder acima. 
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domingo, 3 de novembro de 2013

ENTREVISTA: MARIA ANTÔNIA DA SILVA

Psicóloga lança livro sobre as angústias e dificuldades encontradas pelos filhos que convivem com pais que usam álcool e outras drogas abusivamente e fala sobre o processo de criação.

Maria Antônia da Silva formou-se em Psicologia no ano de 1986 pela Universidade católica de Santos (UNISANTOS). É especialista em Psicilogia Jurídica pelo Conselho Federal de Psicilogia (CFP) e em Violência Doméstica contra contra a Criança e o Adolescente pela Universidade de São Paulo (LACRI/USP). Também é Mediadora, com capacitação pela Escola Paulista de Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP). Atualmente trabalha em consultório particular exercendo atividades como Psicóloga e Assistente Técnica Judicial, consultoria e assessoria em Psicologia Jurídica e Advogados, Organizações Sociais de Interesse Públicos (OSCIPs) e interessados em geral. Também dá Supervisão em Psicologia Jurídica a profissionais psicólogos e estagiários, orientação familiar, psicoterapia familiar e individual, orientação vocacional e profissional, avaliação psicológica de adultos, crianças e adolescentes, além de acompanhamento e apoio psicológico a casais em processo de adoção, guarda e separação, entre outros. 

Na entrevista Maria Antônia nos falou sobre o processo de criação do seu livro, quais as dificuldades enfrentadas nesse processo e nos dá uma ótima notícia. Afirma que dará continuidade a obra para poder acompanhar o processo dinâmico da sociedade. Confira a íntegra da entrevista a seguir: 

AVN: Maria Antônia, como surgiu a ideia de fazer uma publicação sobre o problema dos filhos que têm pais que usam drogas abusivamente?
MAS: A ideia de fazer a publicação surgiu na década de 90, quando iniciei meu trabalho como psicóloga no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP). Nos estudos de desabrigamento de crianças comecei a observar que uma grande parte das crianças ou adolescentes abrigados tinham genitores dependentes  químicos ou usuários  nocivos de substância psicoativa. Inicialmente eles citavam uso de álcool, cocaína, maconha e posteriormente também começaram a referir uso de crack. Nesta época, também prestei serviço como psicóloga numa comunidade terapêutica que atendia mulheres dependentes de drogas. Elas eram atendidas em regime de internação. A grande maioria delas tinha filhos. Na década de 90 também fiz parte do Conselho municipal sobre drogas de Cubatão (antigo Conselho Municipal de Entorpecentes).

AVN: Como foi o processo de produção e quais as dificuldades encontradas, se é que houve alguma dificuldade?
MAS: O processo de produção envolveu algumas etapas. Ele resultou do próprio preparo para a complexa tarefa de entender as famílias com este problema. A grande dificuldade vinha da própria matéria em si. Há muito se fala no Brasil sobre dependência química, mas eram raros os estudos sistematizados (estudos epidemiológicos), as estatísticas,  poucos centros de informação e poucos cursos sobre o assunto com difícil acesso. Apenas recentemente é que podemos verificar a multiplicação desses recursos. No decorrer do próprio trabalho e no processo de produção as dificuldades eram sanadas através de pesquisas bibliográficas, cursos sobre drogas, cursos de treinamento do próprio Tribunal de Justiça, simpósios, seminários, supervisões de casos. As situações complexas ajudaram bastante, pois a par dos  questionamentos próprios do trabalho, respostas  tinham que ser buscadas, pois normalmente as  situações que envolvem o uso abusivo e a dependência de drogas por  pais ou cuidadores que convivem com os filhos pedem diagnóstico, prognóstico e demanda acompanhamento por algum tempo.

ANV: A sua produção está concluída ou pretende utilizar esse material no futuro, fazer uma continuação?
MAS: A produção não está concluída. A sociedade é dinâmica, muda constantemente. A relação com as drogas também muda e estamos observando os acontecimentos, atendendo pessoas e famílias, estudando e observando estas mudanças. Então faremos a continuação de acordo com as mesmas.

AVN: O livro foi lançado pela editora All Print. Como foi o processo de escolha da Editora e o que achou do resultado? Teve muitas dificuldades nesse processo?
MAS: A All Print  é uma editora comercial com uma larga experiência  no mercado editorial. Já  a conhecia  desde  a década de 90, de um congresso que participei.

AVN: Você pretende disponibilizar o livro para download também? Em formato e-book?
MAS: Neste  primeiro momento ainda não.  É o meu primeiro livro e ainda não sei muito bem como funciona o mercado.

AVN: Assim como na música, cada vez mais os livros e revistas vem tendo suas tiragens cada vez mais reduzidas. Você acha que isso se deve apenas ao mundo corrido de hoje ou a falta de estímulo a leitura?
MAS: Sem dúvida  estes  fatores  contribuem  sim  para que a cada dia se leia menos. Isso faz com que as pessoas se tornem seletivas em suas preferências literárias. As  pessoas leem nos ônibus, nos metrôs e em muitos outros lugares, entretanto a correria do mundo moderno e a falta de estímulo faz com que as pessoas sejam  mais  seletivas, leem menos e apenas o que gostam. Penso que o fator financeiro também contribui  para este estado de coisas.  

AVN: Qual o balanço que você faz após o lançamento? Passado todo esse tempo, mudaria alguma coisa no livro, o que?
MAS: O livro tem recebido elogios. Desde o começo,  se eu tivesse mais espaço, acrescentaria alguns itens no capítulo que fala  sobre o tratamento.

AVN: Para encerrar, diga qual seu processo de criação de textos. Você costuma ouvir música ou prefere o silêncio?
MAS: Sem dúvida, prefiro o  silêncio. Gosto muito de escrever bem cedo, tipo começar escrever  às três ou quatro horas da manhã. É muito agradável.

AVN: Muito obrigado pela entrevista! Deixe uma mensagem aos leitores dessa publicação!
MAS: "...tudo é possível ao que crê"   (Jesus Cristo). Amigo Adeildo, eu é que agradeço a oportunidade.


Serviço

O livro pode ser adquirido nos seguintes locais:

Santos:
Livraria Loyola, na UNISANTOS: 
Avenida Conselheiro Nébias, 300

Cubatão:
Livraria Brasil Vida
Avenida  9 de Abril, 2204 - Loja 06 - Centro.
Banca do Ivo
Avenida 9 de Abril (frente às Lojas Pernambucanas).

Preço: R$ 40,00 (quarenta reais).

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

IGUALDADE RACIAL É DISCUTIDA NA CÂMARA DE SANTOS

O vereador Ademir Pestana apresenta PL instituindo a reserva de vagas em concursos públicos para negros e afrodescendentes no serviço público de Santos, incluindo as autarquias e fundações.

Vereador Ademir Pestana apresentando o Projeto de Lei
que institui cotas no serviço público em Santos/SP.
A questão racial e étnica tem sido destaque em várias instâncias de governo, passando pela municipal, estadual e federal. E a cidade de Santos, não poderia ficar fora dessa. A cidade de Santos tem um histórico de pioneirismo e vanguardismo, também nas questões abolicionistas, onde um ano antes, já não havia mais nenhum escravizado. O legislativo também tem procurado dar sua contribuição.

O vereador Ademir Pestana (PSDB) apresentou projeto de lei que dispõe reservar 20% de cotas para negros ou afrodescendentes em concurso público para administração municipal de Santos. Se aprovado na íntegra, o projeto estende o sistema de reserva às empresas prestadoras de serviços que vierem firmar contrato com as administrações direta e indireta, incluídas autarquias, fundações e empresa pública e sociedades de economia mista.

O parlamentar defende sua iniciativa como forma de minimizar e reparar os efeitos perversos da desigualdade racial e social, promovendo o acesso de negros e afrodescendentes no serviço público. A lei prevê, ainda, a adoção de medidas, programas e políticas de ações afirmativas. “É isso que estamos tentando fazer”, justifica. A propositura segue para apreciação das comissões da Câmara, para depois ser debatida em plenário.

Vereador Ademir Pestana ladeado pelos vereadores que
compõem a Comissão Especial de Vereadores (CEV)
Criada recentemente no legislativo, Ademir Pestana preside a Comissão Especial de Vereadores (CEV) que discute políticas públicas de Igualdade Racial e Étnica. O vereador lembra que o Estatuto da Igualdade Racial (Lei Federal nº 12.288/2010), estabelece em seu artigo 4º a participação da população negra, em condições de igualdade de oportunidades na vida econômica, social, política e cultural do país. Compõem esta comissão os vereadores Igor Martins, José Teixeira (Zequinha), Evaldo Stanislau e Adilson Jr. 

O vereador destaca que: já estamos trabalhando para a realização de uma audiência pública a fim de debater a questão, que será realizada no dia 13 de novembro, às 18h., no Auditório vereadora Zeny de Sá Goulart, no andar térreo da Câmara de Santos e contará com a presença de lideranças políticas e autoridades. A Câmara Municipal de Santos fica na Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 01 (Castelinho - Atiga sede do Corpo de Bombeiros), no bairro da Vila Nova.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

RACISMO NO FUTEBOL BRASILEIRO

Declarações recentes do jogador Jefferson, goleiro da seleção brasileira e Bota Fogo, em um programa de esportes, denunciam, mais uma vez, a prática do racismo no nosso futebol brasileiro. 

Jefferson dando depoimento sobre o
racismo no futebol brasileiro
“Já teve goleiros negros que me abraçaram durante uma partida e falaram: já torcia por você e agora torço duas, três vezes mais, para que você tenha sucesso, pra você representar a nossa cor, a nossa raça no futebol, porque eu já tive portas fechadas porque eu sou goleiro negro.”                                                              (Jefferson, goleiro da Seleção Brasileira e do Bota Fogo).

“Uma pessoa lá tinha contratado, no departamento de amador, um outro goleiro de Londrina, alto, loiro e coisa e tal e o Jefferson né, preto, grandão e coisa e tal e aí eles tinham mais predileção por colocar aquele outro goleiro, que achavam mais interessante. Mas eu achava que o Jeferson tinha muitas qualidades e que continua mostrando até hoje e que seria o goleiro que eu deveria apostar. E hoje se encontra comigo na Seleção.”  (Felipão, técnico da Seleção Brasileira).


A história do futebol no Brasil acumula, em mais de um século, registros de histórias que carregam a marca indelével do racismo. Relatos sobre o racismo no futebol brasileiro não é novidade no Brasil, remontam aos anos de 1900, onde, segundo o historiador José Moraes Neto, o jovem ferroviário e jogador negro, Miguel do Carmo, já atuava no Ponte Preta, em Campinas/SP.A bola começou a rolar muito cedo, passando pelas escolas religiosa, times de fábrica e clubes de elite. Estimulava a formação de equipes por toda parte, o público se interessava pelo esporte e abria caminho entre as classes sociais e os grupos étnicos. Mas isso não significava o acesso democrático dos negros, pois negros e brancos jogavam em lados opostos.   Oficialmente, a sua representação era feita por maioria absoluta de brancos, considerado como coisa de ricos e bacanas. Não se admitia negros nos campos e estes eram raridades nas arquibancadas.

Ronaldinho Gaúcho em campanha
contra o racismo no futebol 
No ano de 1947, o jornalista Mário Filho já abordava essa dor e lentidão no ingresso dos negros no futebol brasileiro. No seu livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, o jornalista incomodou a sociedade à época com a abordagem desse tema. Ele classificou a política de Estado brasileira, em relação à inserção da população negra no futebol como cínica e hipócrita, pois precisava mostrar para o ele próprio e para o exterior, que vivíamos em uma democracia racial e que éramos um exemplo de convivência pacífica e harmoniosa entre negros e não negros. Apesar da iniciativa inovadora do Vasco da Gama, ainda na segunda divisão, em formar um time composto por brancos e negros e que conseguiu um feito inédito, o de passar para a primeira divisão do Campeonato Carioca, enfrentando equipes formadas só de brancos, o autor lembra de uma declaração de um dos dirigentes do Vasco: “Entre um preto e um branco, os dois jogando a mesma coisa, o Vasco fica com o branco. O preto é para a necessidade, para ajudar o Vasco a vencer”.


Há inúmeras referências que tratam do tema. Livros, teses de doutorados, dissertações de mestrado, artigos científicos entre tantas outras produções acadêmicas, bem como reportagens apresentando esses fatos, para consulta. Mas se consultarmos a própria memória, não tardamos lembrar de casos emblemáticos como os do Grafite, Tinga, Daniel Alves, Antônio Carlos, Roberto Carlos, Obina, Neymar e mais recentemente, as declarações do Jefferson, goleiro da Seleção Brasileira, em reportagem do Esporte Espetacular, do dia 13 de outubro de 2013. Na maioria dos casos citados, os jogadores foram vítimas de xingamentos e arremessos de objetos em campo que faziam alusão a macacos. Vale lembrar que, de acordo com a Lei 7.716/89, o racismo no Brasil é crime inafiançável e imprescritível. É inadmissível que, no Brasil, país que já se autodeclarou com maioria negra, tenhamos que conviver com esse tipo de preconceito e discriminação.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ASSISTENTES SOCIAIS LANÇAM LIVRO EM SANTOS

Lançamento foi realizado na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Campus Baixada Santista, no dia 02 de outubro de 2013, às 16h., pela Editora Veras.

Coordenadora do Curso de Serviço Social da UNIFESP
Professora Ana Rojas saudando as autoras do livro
As assistentes sociais e professoras universitárias Fausta Alzirina Ornelas Pontes Mello, Maria de Lourdes Bohrer Antônio (Malu) e Maria Natália Ornelas Pontes Bueno Guerra lançaram, no dia 02 de outubro de 2013, o livro: Família, (Des)proteção Social e Direito à Vida. A obra faz parte da Série Coletâneas, da Veras Editora. O livro reúne três artigos sínteses das suas dissertações de Mestrado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). De acordo com Rosa Maria Ferreiro Pinto, o conjunto dos textos elaborados pelas autoras mostra a diversidade e a riqueza da prática profissional do Serviço Social e, certamente, interessa a todos os profissionais que se ressentem de publicações contemporâneas sobre vivências e experiências em relação ao trabalho do assistente social. E complementa dizendo que as reflexões vêm ao encontro das necessidades atuais da categoria profissional, oferecendo subsídios para a criação e recriação de ações na direção de um projeto profissional comprometido com uma sociedade realmente democrática, onde os direitos sociais sejam respeitados.

Professora Myrian Veras Baptista -
Coordenadora do NCA/PUC-SP
Para a Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Identidade, docente e pesquisadora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da PUC-SP, professora Maria Lúcia Martinelli, referência para o Serviço Social no Brasil e responsável pelo prefácio da obra: desemprego, fragilidade de vínculos familiares, falta de acesso a bens, serviços e direitos acabam por penalizar quem tanto carece de proteção, a criança, vitimizada, muitas vezes, em sua própria casa. Martinelli apresenta cada uma das autoras individualmente e faz considerações sobre cada um dos artigos apresentados, trazendo aos leitores detalhes da vida acadêmica e profissional de cada uma delas. Pela grandeza e magnitude, a causa não é apenas para um profissional ou para uma profissão, mas é um compromisso inadiável para os que lutam por uma sociedade justa, digna e igualitária, afirma a professora. O lançamento contou com a palestra de abertura dos trabalhos com a professora Myrian Veras Baptista (foto), uma referência na área de pesquisa sobre a criança e o adolescente e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre a Criança e o Adolescente (NCA), da PUC-SP. Com seu profissionalismo, conduziu uma plateia que a ouvia atentamente. Um exemplo de vida e de dedicação à atividade acadêmica.  

Capa do Livro
O livro está organizado em três capítulos subdivididos subtítulos. O primeiro capítulo: Relações Socioafetivas Intergeracionais e a guarda de Crianças, da professora Malu, está subdividido em três tópicos: As histórias familiares, Relações socioafetivas familiares na perspectiva intergeracional e as considerações finais, além das Referências. O segundo Vulnerabilidade social das famílias afetadas pela epidemia da Aids: desafios para a proteção social no Brasil, da professora Natália subdivide-se em: A Aids próxima de nós, A família pobre em condição de vulnerabilidade social e vivendo com HIV/Aids, O trabalho afetando a vida, A proteção social: direito versus desafios, as Considerações finais e as Referências. Por último, o terceiro capítulo: Desafios de Tecer a Rede de Proteção Integral a Crianças Vitimizadas, da professora Fausta subdividido em cinco tópicos: Violência contra as crianças, A violência na atualidade, A criança e o sofrimento ético-político: a análise dos entrevistados, Complexidade da criança/família exige abordagem complexa em rede, Os desenhos como símbolos da rede, as Considerações finais e as Referências. A obra é finalizada com um breve currículo de cada uma das autoras. 

Serviço:
Livro: Família, (Des)Proteção Social e Direito à Vida
Autores: Fausta Alzirina Ornelas Pontes Mello, Maria de Lourdes Bohrer Antônio (Malu) e Maria Natália Ornelas Pontes Bueno Guerra
Editora: Veras
Páginas: 114
Preço: R$ 25,00 (vinte e cinco reais)

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Fotos: Adeildo Vila Nova

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

COLETIVO AMPLIAÇÕES LANÇA MANIFESTO

Lançamento do Manifesto aconteceu no dia 04 de outubro último, em São Paulo, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência Social do Estado de São Paulo (SINSPREV). 

Mauricleia, Luciano e Edson a frente das atividades do Ato.
"Odeio os indiferentes, viver significa tomar partido." Foi com essa significativa frase de Gramsci que a solenidade de lançamento do manifesto do Coletivo Ampliações foi iniciada. O Coletivo Ampliações é o resultado da mobilização e da articulação de um grupo de profissionais que, ao unir as forças está ampliando a participação dos Assistentes Sociais. Organizou-se em 2004 com a perspectiva de ampliar a participação interna e externa, com inserção em movimentos sociais e outros espaços coletivos com os quais tenhamos identificação política. A solenidade de lançamento do manifesto contou com a presença de dezenas de pessoas, entre elas, representantes do Conselho Regional de Serviço Social - 9ª Região - São Paulo (CRESS/SP), da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO), além de diversas entidades que se identificam politicamente com o Coletivo Ampliações. O Manifesto está dividido em tês partes. Primeiro apresenta a conjuntura, fazendo uma avaliação de que as refrações que impactaram a organização dos trabalhadores com o avanço do neoliberalismo, da globalização e do capital financeirizado, afetam gravemente os assistentes sociais. Aponta também alguns desafios para a categoria como o de garantir o princípio da pluralidade sem confundi-lo com ecletismo, além de garantir a organicidade com os movimentos sociais. Afirma como princípio também, luta sindical livre e com independência de classe, sem pactuação ou cooptação. 

Planária atenta à leitura da íntegra do Manifesto
O lançamento iniciou-se com a leitura da íntegra do Manifesto do Coletivo Ampliações pelo assistente social Luciano Alves, após a abertura dos trabalhos, que foi feita pela assistente social Mauricleia Santos. O ex-presidente do CRESS/SP, Edson Maurício Cabral, também participou da abertura e da mesa de trabalhos. Após a leitura do Manifesto, a palavra foi dada aos participantes que puderam fazer as suas considerações e apontar os pontos convergentes e divergentes. Diversas entidades fizeram uso da palavra, além do Movimento Estudantil e militantes do Serviço Social. O lançamento do Manifesto também foi marcado pela presença do Nando Poeta que apresentou para os presentes três livretos com literatura de cordel: A Saga de Jesuíno Brilhante, Corisco, o vingador de Lampião, além de O Cangaço e o Lendário Lampião. O enceramento contou com um coquetel e uma confraternização entre os presentes. Nando Poeta é Cientista Social pela Universidade federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e professor engajado com as lutas sociais pela construção do Socialismo. Atualmente, tem levado a poesia de Cordel como instrumento facilitador de discussão. Entre suas obras de poesia de Cordel, ainda se destacam: A Turbulência  Econômica, Mulheres em Luta, Primeiro de Maio, Educação não é Mercadoria, Assedio Moral é Crime e A Arte de Lutar, todos pela Editora Luzeiro. Em parceria com os poetas Varneci Nascimento e Cacá Lopes publicou Homossexualidade: História e Luta, Congresso da Virada: 30 Anos da Luta e Bullying: Uma Tortura Social.

Momento de muita atenção na leitura do documento
Um dos momentos mais marcantes foi a fala do Renato, ou Renatinho, como é conhecido entre os seus pares, representante do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPSR). Na sua fala ele nos trouxe o cotidiano da sua vida e quais as estratégias que utiliza para a sua sobrevivência. Fez uma crítica ao papel do Estado e como este tem tratado a população em situação de rua no estado de São Paulo. Fez algumas considerações e críticas sobre o papel do assistente social nessas políticas e como esse profissional, que deveria estar trabalhando ao lado da dessa população, acaba ficando a serviço do Estado. Um Estado que exclui e que, cada vez mais, empurra a população em situação de rua à margem da sociedade. Sem políticas públicas que, efetivamente, contribua para a promoção da saúde, da moradia, da qualidade de vida e da autonomia dos sujeitos. Além do Renatinho, diversas entidades fizeram considerações sobre o Manifesto, inclusive de diretores anteriores do CRESS/SP e dos fundadores do Coletivo Ampliações. A adesão ao Manifesto é dada por convite dos integrantes do Coletivo, que enviam a íntegra do Manifesto. O interessado faz a leitura e verifica se concorda, ou não, com o conteúdo do documento. Em seguida, manifesta-se, por e-mail sobre a sua adesão ao Coletivo.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE A QUESTÃO DAS DROGAS EM SANTOS


Comissão Especial de Vereadores (CEV) que trata das questões relacionadas às drogas promove debate a questão com a população e representantes de entidades.

Organizadores, palestrantes e debatedores da
Audiência Pública realizada em Santos
A Comissão Especial de Vereadores (CEV) que trata de ações de prevenção  e no Combate às Drogas da Câmara de Santos, realizou no dia 30 de abril, no auditório Zeny de Sá Goulart audiência pública sob o tema: Família e Sociedade na Luta contra as Drogas. O vereador Ademir Pestana (PSDB), que preside a CEV afirmou que essa audiência foi a primeira de uma série de outras que virão. “Queremos debater o tema de forma abrangente e por isso nossa intenção é reunir os diversos segmentos da sociedade. Vamos trazer representantes do Poder Judiciário e das polícias civil e militar”.
Foram convidados a debater o tema o vice-prefeito e psicólogo Eustázio Pereira Filho, o médico psiquiatra, Sidney Gaspar e o Pastor Helder Ticou Didoff, do Projeto Cristolândia, em São Paulo que falou do trabalho com dependentes abusivos na Cracolândia, da Capital Paulista. O pastor Helder informou que lá, o projeto já recebeu mais de 1.500 dependentes, sendo que a capacidade de atendimento é de 200 pessoas por dia. Todos recebem alimentação, tomam banho, participam de cultos religiosos e são aconselhados por voluntários. A desintoxicação não prevê medicação e todos recebem abrigo. As etapas do trabalho também incluem internação e reinserção social.
O Auditório "Vereadora Zeny de Sá Goulart" ficou lotado
de pessoas interessadas na discussão do tema
Eustázio Pereira Filho conheceu o trabalho da Cristolândia durante encontro anterior em seu gabinete, quando representantes do projeto puderam apresentar detalhes do trabalho. A parceria com a prefeitura foi anunciada durante a audiência pelo vice-prefeito. A cidade passa a ganhar uma base da Cristolândia, cujo imóvel fica na Av. Bernardino de Campos, no Bairro Campo Grande. Segundo Eustázio, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa o delegou para realizar e gerenciar este trabalho, dado a sua experiência no assunto por muitos anos à frente da COMAD.
Para o diretor clínico do Pólo de Atenção Intensiva em Saúde Mental da Baixada Santista (PAI), Sidney Gaspar as autoridades de saúde do Brasil, demoraram muito para constatar que a droga é um problema de saúde pública. Sobre a internação compulsória informou que os resultados não têm se mostrado satisfatórios se comparados aos resultados do atendimento feito pelos consultórios de rua que classificou como sendo infinitamente melhor. O psiquiatra também elencou os problemas causados pela droga, informando que 10% dos adultos jovens que sofrem de infarto no miocárdio são usuários de cocaína e que a droga proporciona uma destruição biológica, uma vez que compromete vários órgãos.
Grupo Cantante "Clave de Sol" composto por pacientes da
SENAT que estão em tratamento ambulatorial 
A audiência contou ainda com a apresentação do grupo, Coral Cultural Cantante “Clave de Sol”, formado por pacientes da Seção Núcleo de Atenção ao Toxicodependente (SENAT), da Prefeitura e coordenado pelos psicólogos Vivian Cristina e Leandro Ferreira. Ao final, o público pode manifestar-se com perguntas e colocações sobre o tema. Foram diversos os questionamentos, especialmente no que se refere à internação compulsória e sobre a estrutura disponibilizada pelo Poder Público municipal para esses pacientes. O tema requer outros momentos de reflexão e de debates para que possamos nos aprofundar em temas e propostas trazidas durante a atividade. Um dos encaminhamentos é a realização de uma segunda Audiência Pública, agora com representantes do Poder Judiciário e das polícias Civil e Militar, afim de que a questão de segurança seja debatida e que o problema não seja tratado apenas como questão de segurança, mas de saúde e de assistência social. 
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Fotos e Colaboração: Jornalista Delaine Amaral

quinta-feira, 2 de maio de 2013

CRESS/SP DISCUTE ÉTICA PROFISSIONAL NO SERVIÇO SOCIAL

O Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS-SP) discute a importância da Ética profissional dos Assistentes Sociais em Fórum de Dirigentes dos Conselhos


Profa. Dra. Maria Lúcia Barroco
Com o objetivo de qualificar profissionalmente os diretores e os núcleos de base do das Seccionais do estado de São Paulo e formar multiplicadores sobre a importância da Ética Profissional no desempenho das atividades dos assistentes sociais do estado, o Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS-SP) reuniu-se nos dias 27 e 28 de abril no primeiro Fórum de Dirigentes de Conselhos de 2013. O  Instituto Salesiano Pio XI, situado à rua Pio XI, 1.100, no Alto da Lapa, em São Paulo, foi o local escolhido pela organização para realização do evento. Representando a Seccional de Santos e Vale do Ribeira, estiveram presentes o Diretor Antônio Simões e o profissional de Base Adeildo Vila Nova. Além dos representantes das seccionais espalhadas pelo estado.

No primeiro dia da atividade, dia 27, foi ministrado o curso Ética em Movimento visando possibilitar a qualificação instrumental e ético-política das gestões, na perspectiva da efetividade da sua função precípua.  O curso foi coordenado pelas assistentes sociais Leonir Viana dos Santos e Marisa Almeida Blanco, que também são membros da Comissão Permanente de Ética (CPE), do CRESS-SP.  A palestra de abertura do curso foi ministrada pela professora e doutora da Pontifícia Universidade Católica  de São Paulo (PUC) Maria Lúcia Barroco, que falou sobre Ética e Sociedade. O curso é estruturado em quatro módulos, da seguinte maneira: Ética e Sociedade (módulo I), Ética e Práxis Profissional (módulo II), Ética e Instrumentos Processuais (módulo III) e Ética e Direitos Humanos (módulo IV).

Representantes do CRESS/SP e das Seccionais
Os diretores e representantes das bases têm a responsabilidade de multiplicar o curso em suas bases e seccionais por todo o estado de São Paulo, afirmou o vice-presidente do CRESS-SP, Marcos Valdir da Silva. A realização do curso é o resultado da deliberação do 40º Encontro Nacional de CFESS/CRESS. Foi com esse desafio que cada um dos diretores e representantes das bases espalhadas pelo estado saíram do encontro.

A necessidade de o CRESS-SP ter representatividade em muitos conselhos de direitos foi questionada, tendo em vista que o que mais importa é a qualidade e não a quantidade destas representações. O mais importante é saber o que iremos defender nesses espaços. É preciso que tenhamos muito claro o nosso papel nesses conselhos. O vice-presidente ressaltou que, infelizmente, algumas áreas de atuação são privilegiadas se o coordenador/diretor atua nessas áreas. Além disso, outro destaque foi dado para que os diretores das seccionais atentem mais para a realidade social e política da região, não limitando-se apenas à cidade onde a seccional esteja instalada. Outro ponto, também muito discutido foi sobre a qualidade e a eficiência da comunicação interna e externa.

Representantes da Sede Estadual e das Seccionais
A realização do Fórum foi uma oportunidade para que a Diretoria da Sede Estadual e das Seccionais pudessem sentar e discutir os rumos que os CRESS estão tomando. Um momento de prestação de contas, mas também de muita integração entre os presentes. Esse é um momento único, onde podemos falar das nossas dificuldades e das dificuldades encontradas em cada uma das seccionais. Estamos aqui para tentarmos estabelecer alguns parâmetros de atuação na direção de um órgão tão importante e primordial para a garantia de que nossa serviços serão prestados baseados em critérios técnicos e objetivos e não apenas em especulações sobre isso ou aquilo. É muito importante falarmos sobre as nossos problemas, as nossas dificuldades, nossos anseios e nossas frustrações. A integração entre os diversos dirigentes das seccionais, mais os profissionais de base e a Diretoria da Sede foi fundamental para o sucesso do evento que, de acordo com os participantes e organizadores, foi fundamental para o sucesso do encontro.

O próximo Fórum de Dirigentes será realizado nos dias 28, 29 e 30 de junho de 2013. O Fórum acontecerá simultaneamente com o Encontro de Funcionários e a Assembleia, na cidade de São Paulo, em local ainda a ser definido. 

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Fotos: Adeildo Vila Nova e Antônio Simões








terça-feira, 2 de abril de 2013

SANTOS AVANÇA NO TRATAMENTO AO USO ABUSIVO DE DROGAS

Lideranças políticas, autoridades e religiosos iniciam tratativas para o estabelecimento de novas  parcerias para o tratamento dos usuários abusivos de álcool e outras drogas na cidade de Santos

No último dia 1º, no gabinete do vice-prefeito da cidade de Santos, sr. Eustázio Alves Pereira Filho, o vereador Ademir Pestana, presidente da Comissão Especial de Vereadores (CEV) que trata das questões referentes às drogas, a sra. Rosana Russo, secretária municipal de assistência social, representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), da Secretaria Municipal de Segurança (SESEG) e lideranças estaduais, nacionais e regionais da Igreja Batista do Brasil, estiveram reunidos para traçar novos planos e estratégias visando ao estabelecimento de parcerias para o tratamento do uso abusivo de álcool e outras drogas, especialmente o crack, que tem tido seu uso alastrado pelo país inteiro de forma muito intensa. 

De acordo com informações do Governo Federal, o crack chegou ao Brasil no final da década de 1980 e início dos anos 90 e vem se disseminando na maioria dos centros urbanos no país, alcançando cidades do interior e mesmo e mesmo as zonas rurais, com problemas relacionados ao seu consumo e tráfico. As drogas trazem uma diversidade de problemas com dimensões biológicas, psíquicas, sociais e culturais, se constituindo num grande desafio para a implementação de uma política que exige uma abordagem abrangente e o desenvolvimento de ações articuladas que contemplem a prevenção, o cuidado, o tratamento e o combate ao tráfico. No campo do Legislativo, a lei 11.343 de 2006 instituiu o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD) e estabelece medidas para a prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários abusivos, é o marco legal da mudança de paradigmas e de procedimentos no Brasil, contemplando a perspectiva de intervenção integrada, com ações de promoção da saúde e de conscientização sobre os riscos do uso do crack, álcool e outras drogas.

Os representantes da Igreja Batista apresentaram o Projeto Cristolândia, que desenvolve um trabalho de recuperação de usuários abusivos de álcool, tabaco e outras drogas. De acordo com o Pastor Helder, representante da Junta Nacional de Missões da Igreja Batista, o Projeto nasceu há aproximadamente 3 anos  e que possui unidades no interior de São Paulo e que atua em outras capitais, atuando com ênfase na abstinência química e o trabalho social, além da evangelização  e baseado no trabalho voluntário e espiritual. O vice-prefeito de Santos ressaltou a importância do estabelecimento de parcerias como estas. Para ele, o tratamento dos usuários abusivos dessas substâncias psicoativas também deve considerar a dimensão espiritual, além da biológica e psicossocial. O vereador Ademir Pestana, presidente da CEV sobre drogas na Câmara de Santos ressaltou a importância do trabalho com as famílias dos usuários que, segundo ela, ficam desorientadas e sem o apoio adequado para lidar com as questões que surgem quando se tem um familiar doente.

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Fotos: Delaine Amaral e Ronaldo Andrade



quinta-feira, 7 de março de 2013

Parabéns Mulheres pelo Dia internacional da Mulher


No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve.



Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.



A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.



Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).


Celebremos então esta data como uma conquista para todas as  mulheres de todas as gerações e  de todas as raças e povos que através de séculos de lutas, conquistaram  e fizeram valer seus diretos e valores.

Adeildo Vila Nova em viagem à sua terra natal


Depois de muito trabalho, eventos, entrevistas, depois de uma temporada de atividades e agenda cheia com o sucesso do lançamento do livro Mulheres Negras Adeildo Vila Nova agora se encontra em Viagem à sua terra natal Caruaru.



O nosso querido autor Santista está agora desfrutando a beleza do Estado de Pernambuco,terra do nosso também querido Mestre Vitalino e Luíz Gonzaga.
Pernambuco é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no centro-leste da região Nordeste.


O maior aglomerado urbano de Pernambuco é a Região Metropolitana do Recife (RMR), um dos principais pólos industriais do Brasil.
Os municípios mais populosos da metrópole pernambucana são Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista e Cabo de Santo Agostinho.



(Bonecos de barro de Caruaru)

Uma das primeiras regiões do Brasil a ser ocupada pelos portugueses, Pernambuco foi também o mais importante núcleo econômico e um dos principais núcleos políticos do período colonial.



Nas Ultimas postagem nas redes sociais Adeildo Vila Nova foi Clicado no Alto do moura.
O Alto do Moura é um bairro de Caruaru, município do agreste pernambucano, onde se concentra uma comunidade de artistas do artesanato do barro.



Situado a cerca de 7 km do centro da cidade, é considerado, pela Unesco,  o maior centro de arte figurativa das Américas.
Reconhecido popularmente como o maior Centro de Artes Figurativas das Américas, no Alto do Moura praticamente toda casa é ateliê e todo morador é artesão que de maneira completamente orgânica e autogestionada construíram a uma das maiores comunidades artesãs do Brasil.

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