segunda-feira, 7 de outubro de 2013

COLETIVO AMPLIAÇÕES LANÇA MANIFESTO

Lançamento do Manifesto aconteceu no dia 04 de outubro último, em São Paulo, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência Social do Estado de São Paulo (SINSPREV). 

Mauricleia, Luciano e Edson a frente das atividades do Ato.
"Odeio os indiferentes, viver significa tomar partido." Foi com essa significativa frase de Gramsci que a solenidade de lançamento do manifesto do Coletivo Ampliações foi iniciada. O Coletivo Ampliações é o resultado da mobilização e da articulação de um grupo de profissionais que, ao unir as forças está ampliando a participação dos Assistentes Sociais. Organizou-se em 2004 com a perspectiva de ampliar a participação interna e externa, com inserção em movimentos sociais e outros espaços coletivos com os quais tenhamos identificação política. A solenidade de lançamento do manifesto contou com a presença de dezenas de pessoas, entre elas, representantes do Conselho Regional de Serviço Social - 9ª Região - São Paulo (CRESS/SP), da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO), além de diversas entidades que se identificam politicamente com o Coletivo Ampliações. O Manifesto está dividido em tês partes. Primeiro apresenta a conjuntura, fazendo uma avaliação de que as refrações que impactaram a organização dos trabalhadores com o avanço do neoliberalismo, da globalização e do capital financeirizado, afetam gravemente os assistentes sociais. Aponta também alguns desafios para a categoria como o de garantir o princípio da pluralidade sem confundi-lo com ecletismo, além de garantir a organicidade com os movimentos sociais. Afirma como princípio também, luta sindical livre e com independência de classe, sem pactuação ou cooptação. 

Planária atenta à leitura da íntegra do Manifesto
O lançamento iniciou-se com a leitura da íntegra do Manifesto do Coletivo Ampliações pelo assistente social Luciano Alves, após a abertura dos trabalhos, que foi feita pela assistente social Mauricleia Santos. O ex-presidente do CRESS/SP, Edson Maurício Cabral, também participou da abertura e da mesa de trabalhos. Após a leitura do Manifesto, a palavra foi dada aos participantes que puderam fazer as suas considerações e apontar os pontos convergentes e divergentes. Diversas entidades fizeram uso da palavra, além do Movimento Estudantil e militantes do Serviço Social. O lançamento do Manifesto também foi marcado pela presença do Nando Poeta que apresentou para os presentes três livretos com literatura de cordel: A Saga de Jesuíno Brilhante, Corisco, o vingador de Lampião, além de O Cangaço e o Lendário Lampião. O enceramento contou com um coquetel e uma confraternização entre os presentes. Nando Poeta é Cientista Social pela Universidade federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e professor engajado com as lutas sociais pela construção do Socialismo. Atualmente, tem levado a poesia de Cordel como instrumento facilitador de discussão. Entre suas obras de poesia de Cordel, ainda se destacam: A Turbulência  Econômica, Mulheres em Luta, Primeiro de Maio, Educação não é Mercadoria, Assedio Moral é Crime e A Arte de Lutar, todos pela Editora Luzeiro. Em parceria com os poetas Varneci Nascimento e Cacá Lopes publicou Homossexualidade: História e Luta, Congresso da Virada: 30 Anos da Luta e Bullying: Uma Tortura Social.

Momento de muita atenção na leitura do documento
Um dos momentos mais marcantes foi a fala do Renato, ou Renatinho, como é conhecido entre os seus pares, representante do Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPSR). Na sua fala ele nos trouxe o cotidiano da sua vida e quais as estratégias que utiliza para a sua sobrevivência. Fez uma crítica ao papel do Estado e como este tem tratado a população em situação de rua no estado de São Paulo. Fez algumas considerações e críticas sobre o papel do assistente social nessas políticas e como esse profissional, que deveria estar trabalhando ao lado da dessa população, acaba ficando a serviço do Estado. Um Estado que exclui e que, cada vez mais, empurra a população em situação de rua à margem da sociedade. Sem políticas públicas que, efetivamente, contribua para a promoção da saúde, da moradia, da qualidade de vida e da autonomia dos sujeitos. Além do Renatinho, diversas entidades fizeram considerações sobre o Manifesto, inclusive de diretores anteriores do CRESS/SP e dos fundadores do Coletivo Ampliações. A adesão ao Manifesto é dada por convite dos integrantes do Coletivo, que enviam a íntegra do Manifesto. O interessado faz a leitura e verifica se concorda, ou não, com o conteúdo do documento. Em seguida, manifesta-se, por e-mail sobre a sua adesão ao Coletivo.


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